A IA não precisa ser sua primeira fonte de pesquisa; veja dicas
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Fazer uma busca rápida na internet costumava seguir um roteiro parecido: alguma dúvida surgia, recorríamos ao navegador do computador e líamos matérias, artigos e publicações sobre o assunto. Hoje, no entanto, essa fórmula de pesquisa tem perdido espaço para as respostas rápidas e objetivas da inteligência artificial – e em meio a tanta praticidade pode ser difícil não ficar dependente dessas ferramentas, né?
Mas, calma! O segredo aqui não é negar completamente o uso da IA. Esses recursos podem ser válidos para tirar dúvidas pontuais e organizar ideias – e tá tudo bem procurá-los de vez em quando. Aqui, o importante é entender que a inteligência artificial não precisa ser sua primeira (e nem única) fonte de pesquisa e que existem outras maneiras importantes de se informar.
Esse tema tem, inclusive, repercutido nas redes sociais, sabia? Uma série de criadores de conteúdo tem apostado em vídeos com dicas de como pesquisar sem usar IA. A ideia deles é criar uma espécie de manual (bem didático) de como se informar de forma mais autônoma – e conhecer algumas dessas dicas pode te ajudar muito na hora de buscar informação.
Vale lembrar também que, quando o assunto é inteligência artificial, deve existir uma atenção especial para a nossa galera. A geração Z, que domina o ambiente digital e o uso da internet, está mais suscetível a recorrer a essas ferramentas até mesmo quando a atividade demanda análise, apuração e criticidade.
E isso já foi objeto de estudo para pesquisas no Brasil, sabia? Um levantamento sobre o acesso à internet, realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), demonstrou a importância de falar sobre o assunto. Os dados, publicados em outubro de 2025, revelaram que 65% das crianças e dos adolescentes, entre 9 e 17 anos, usam IA generativa para estudar, criar conteúdo e lidar com emoções.
A pesquisa chama atenção para a presença crescente dessa tecnologia nas vidas da nossa galera – mas você não precisa ficar refém desse tipo de recurso, tá? Para te ajudar nessa missão, a CAPRICHO listou algumas dicas que podem tornar as suas pesquisas mais seguras, analíticas e críticas, sem que você, necessariamente, dependa da tecnologia. Bora conferir?
Os livros podem ser seus aliados na pesquisa
Sabe aquele livro que você tem guardado na estante ou que pegou emprestado na biblioteca? Ele pode ser muito mais útil do que você imagina na hora de tirar uma dúvida. Os livros podem ser essenciais não só para buscar informação, mas também para exercitar a criticidade. Eles te ajudam a desenvolver o hábito da leitura e a organizar as informações de um jeito que faça sentido para você.
E não precisa sair comprando vários títulos, viu? Bibliotecas públicas, bibliotecas escolares e sebos são alternativas para encontrar materiais sem gastar muito.
Agora, é claro que para uma pesquisa mais rápida e imediata, a leitura completa de um livro pode ser um pouco ‘fora de mão’. Nesses casos, vale combinar a leitura de alguns capítulos com algum outro método de pesquisa. Pode ser a leitura de algum artigo científico na internet, ou até uma conversa com alguém que estude o tema.
Explore diferentes fontes na internet
Usar a internet para pesquisar sem recorrer à IA também é possível – e essa maneira de se informar pode ser rápida e efetiva. Em vez de se limitar às primeiras respostas que aparecem na tela, experimente acessar sites de universidades, instituições de pesquisa, órgãos oficiais e veículos jornalísticos reconhecidos. Essas fontes costumam oferecer informações mais aprofundadas e ajudam a entender o contexto por trás de determinado assunto.
Outra dica é variar os termos da busca. Se você quer descobrir mais sobre um tema específico, tente pesquisar por palavras-chave diferentes, acrescentar o ano ou incluir expressões como “estudo científico”, “pesquisa acadêmica” e “dados oficiais”. Assim, fica mais fácil encontrar materiais relevantes e comparar explicações.
Recorrer a mais de uma fonte na internet e acessar pensamentos diferentes sobre um mesmo tema pode te auxiliar a construir um pensamento próprio e crítico sobre o assunto.
Prefira bases acadêmicas
Caso você queira se aprofundar em um assunto e encontrar informações confiáveis, vale ir além dos primeiros resultados que aparecem no navegador! Bases acadêmicas, como o Google Acadêmico e a Scielo reúnem artigos científicos, pesquisas e publicações que podem ajudar a entender um tema com mais profundidade. Comece pelo título, pelo resumo e pelas conclusões do estudo para descobrir se aquele material é relevante para a sua pesquisa.
Outro ponto importante é lembrar que nem todo artigo científico responde a todas as dúvidas – e que uma pesquisa isolada não representa necessariamente um consenso entre especialistas. Por isso, sempre que possível, compare diferentes estudos e pesquise sobre os autores.
Evite sempre recorrer as redes socias como primeira fonte
Pode ser muito tentador recorrer ao TikTok, Instagram ou ao X quando surge uma dúvida, né? Afinal, em poucos segundos, aparecem vídeos e publicações sobre os mais variados temas. Mas, apesar de serem ótimos espaços para descobrir assuntos novos e acompanhar discussões, as redes sociais nem sempre oferecem o contexto necessário para entender uma informação por completo. E as informações nesses conteúdos podem carregar uma visão parcial sobre o tema.
Isso não significa que você precise abandonar os conteúdos que aparecem no seu feed, tá? A dica é também procurar outras fontes na hora de se informar.
Procure pesquisadores do tema
Quando queremos entender um assunto novo, é comum ir direto à informação que chamou nossa atenção. Mas você já pensou em descobrir primeiro quem são as pessoas que estudam aquele tema? Pesquisadores, professores e especialistas são boas referências para encontrar explicações aprofundadas sobre um assunto.
Uma estratégia é procurar entrevistas, artigos assinados, publicações acadêmicas e páginas institucionais desses profissionais para conhecer suas pesquisas e entender de onde vêm suas conclusões.
Dependendo do assunto, também vale consultar primeiro instituições e autoridades responsáveis por produzir ou divulgar informações oficiais. Existe uma série de dados públicos, ministérios e pesquisas nacionais que podem te ajudar a compreender um determinado tema.
Torne a leitura um hábito
Que tal reservar alguns minutinhos do seu dia para a leitura? Pode ser uma reportagem de jornal, uma matéria de revista, ou até um livro que te interesse. A leitura diária é uma ótima maneira de ampliar o repertório e conhecer diferentes perspectivas – e ela te ajuda a criar o hábito de se informar durante a rotina.
Com o tempo, esse hábito pode ajudar você a desenvolver a interpretação de textos e até formular perguntas melhores na hora de pesquisar. Afinal, quanto mais você lê, mais referências acumula para conectar informações, questionar ideias e construir as próprias perspectivas.
Desenvolva seu próprio olhar crítico
Por fim, lembre-se de que pesquisar é um processo que vai muito além de encontrar uma resposta objetiva. É preciso comparar informações, questionar e criticar. E isso pode trazer resultado bem mais efetivos para as suas pesquisas, sabia?
Foto: Roland Weihrauch/picture alliance/Getty Images | Fonte: Capricho

